Possibilidade de Retorno do Horário de Verão em 2024

O ministro Alexandre Silveira sugere que o horário de verão pode retornar em 2024 para melhorar a economia de energia e reduzir o consumo de térmicas

Em uma recente declaração, o ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, levantou a possibilidade do retorno do horário de verão no Brasil, uma política que foi suspensa em 2019. Durante um evento em São Paulo, Silveira abordou o impacto potencial dessa medida sobre a economia de energia elétrica e outros setores econômicos.

Desde que foi suspenso em 2019, o horário de verão não é mais uma prática regular no Brasil. O governo anterior decidiu revogar a medida devido à percepção de que os benefícios econômicos e energéticos não justificavam os transtornos causados aos brasileiros. 

Contudo, a recente declaração de Silveira sugere que o governo atual está reconsiderando essa política, impulsionado por novos dados e análises.

Leia mais: Saiba porque o horário de verão está prestes a voltar

A Declaração do Ministro Alexandre Silveira

Alexandre Silveira fez suas observações durante um encontro com o ministro do Meio Ambiente e Segurança Energética da Itália, Gilberto Prichetto Fratin, em São Paulo. Silveira enfatizou que a volta do horário de verão não é uma decisão simples e deve ser cuidadosamente avaliada. 

Segundo o ministro, “O horário de verão é uma possibilidade real, mas não é um fato porque tem implicações, não só energética, tem implicações econômicas.”

Implicações Energéticas

O horário de verão tem o potencial de reduzir o consumo de energia elétrica ao aproveitar melhor a luz natural. A mudança nos relógios pode reduzir a demanda por iluminação artificial durante as horas de pico, que geralmente ocorrem entre 18h e 21h. 

Esta redução pode levar a uma menor necessidade de despacho de usinas térmicas, que são mais caras e poluentes em comparação com fontes de energia renovável.

Implicações Econômicas e Sociais

Além dos benefícios energéticos, o horário de verão pode ter impactos econômicos positivos em setores como turismo, bares e restaurantes. Silveira mencionou que pesquisas indicam efeitos positivos sobre esses setores durante os meses de primavera e verão. No entanto, ele também reconheceu que a mudança pode afetar o cotidiano dos brasileiros e, portanto, deve ser considerada com cautela.

Plano de Contingência e Estudos

O ministro confirmou que determinou ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e à Secretaria Nacional de Energia Elétrica que se reúnam com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para desenvolver um plano de contingência para o verão de 2024/2025. Este plano incluirá uma análise detalhada sobre o despacho de térmicas e o impacto no consumo de energia.

A Importância do Estudo

O estudo que será conduzido é crucial para avaliar o impacto real do retorno do horário de verão sobre o setor energético e a economia. Entre as questões a serem analisadas estão a eficiência das usinas térmicas em comparação com fontes renováveis e o impacto do horário de verão sobre a demanda energética total.

O Futuro da Economia Energética no Brasil

Silveira também comentou sobre o futuro da economia energética no Brasil, destacando a necessidade de transição para uma economia verde. Ele afirmou que “não há salvação fora da nova economia verde”, enfatizando a importância do desenvolvimento sustentável e da redução das desigualdades sociais. 

Essa visão é parte de uma abordagem mais ampla para garantir a segurança energética e a sustentabilidade a longo prazo.

Desafios e Oportunidades

O Brasil enfrenta desafios significativos no setor energético, incluindo o aumento do consumo de energia e as mudanças climáticas. A transição para fontes de energia mais limpas e eficientes é essencial para enfrentar esses desafios. O horário de verão pode ser uma das várias medidas a serem consideradas para melhorar a eficiência energética, mas não é a única solução.

Histórico do Horário de Verão no Brasil

O horário de verão foi implementado pela primeira vez no Brasil em 1931, durante o governo de Getúlio Vargas. Desde então, a medida passou por várias fases de adoção e suspensão. De 1985 a 2019, o horário de verão foi uma prática regular, aplicada principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

O Impacto da Suspensão

A decisão de suspender o horário de verão em 2019 foi baseada na avaliação de que os ganhos econômicos e energéticos não compensavam os transtornos para a população. A ausência da medida levou a um aumento no consumo de energia elétrica durante os horários de pico, mas também reduziu o impacto sobre a vida cotidiana dos brasileiros.

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Imagem: Zephyr_p / Shutterstock.com

Considerações Finais

A possibilidade de retorno do horário de verão no Brasil é um tema que gera debates e análises aprofundadas. Enquanto alguns argumentam que a medida pode trazer benefícios energéticos e econômicos, outros apontam para os possíveis inconvenientes para a população. 

A decisão final dependerá dos resultados dos estudos em andamento e das considerações sobre o impacto geral da medida.

Próximos Passos

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico e a Secretaria Nacional de Energia Elétrica continuarão a avaliar a viabilidade do retorno do horário de verão. A população deve se manter informada sobre os desenvolvimentos e estar preparada para possíveis mudanças no futuro próximo.

Imagem: Steklo/ Shutterstock.com

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